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O sistema nervoso detecta estímulos externos e internos, tanto físicos quanto químicos, e desencadeia as respostas musculares e glandulares. Assim, é responsável pela integração do organismo com o seu meio ambiente.
Ele é formado, basicamente, por células nervosas, que se interconectam de forma específica e precisa, formando os chamados circuitos neurais. Através desses circuitos, o organismo é capaz de produzir respostas estereotipadas que constituem os comportamentos fixos e invariantes (por exemplo, os reflexos), ou então, produzir comportamentos variáveis em maior ou menor grau.
Todo ser vivo dotado de um sistema nervoso é capaz de modificar o seu comportamento em função de experiências passadas. Essa modificação comportamental é chamada de aprendizado, e ocorre no sistema nervodo através da propriedade chamada plasticidade cerebral.
O Neurônio
A célula nervosa, ou, simplesmente, neurônio, é o principal componente do sistema nervoso. Considerada sua unidade anatomo-fisiológica, estima-se que no cérebro humano existam aproximadamente 15 bilhões destas células, responsável por todas as funções do sistema.
Existem diversos tipos de neurônios, com diferentes funções dependendo da sua localização e estrutura morfológica, mas em geral constituem-se dos mesmos componentes básicos:
· o corpo do neurônio (soma) constituído de núcleo e pericário, que dá suporte metabólico à toda célula;
- o axônio (fibra nervosa) prolongamento único e grande que aparece no soma. É responsável pela condução do impulso nervoso para o próximo neurônio, podendo ser revestido ou não por mielina (bainha axonial) , célula glial especializada, e;
- os dendritos que são prolongamentos menores em forma de ramificações (arborizações terminais) que emergem do pericário e do final do axônio, sendo, na maioria das vezes, responsáveis pela comunicação entre os neurônios através das sinapses. Basicamente, cada neurônio, possui uma região receptiva e outra efetora em relação a condução da sinalização.
A Sinapse
É a estrutura dos neurônios através da qual ocorrem os processos de comunicação entre os mesmos, ou seja, onde ocorre a passagem do sinal neural (transmissão sináptica) através de processos eletroquímicos específicos, isso graças a certas características particulares da sua constituição.
Em uma sinapse os neurônios não se tocam, permanecendo um espaço entre eles denominado fenda sináptica, onde um neurônio pré-sináptico liga-se a um outro denominado neurônio pós-sináptico. O sinal nervoso (impulso), que vem através do axônio da célula pré-sináptica chega em sua extremidade e provoca na fenda a liberação de neurotransmissores depositados em bolsas chamadas de vesículas sinápticas. Este elemento químico se liga quimicamente a receptores específicos no neurônio pós-sináptico, dando continuidade à propagação do sinal.
Um neurônio pode receber ou enviar entre 1.000 a 100.000 conexões sinápticas em relação a outros neurônios, dependendo de seu tipo e localização no sistema nervoso. O número e a qualidade das sinapses em um neurônio pode variar, entre outros fatores, pela experiência e aprendizagem, demonstrando a capacidade plástica do SN.
Organização Funcional
Funcionalmente, pode-se afirmar que o SN é composto por neurônios sensoriais, motores e de associação. As informações provenientes dos receptores sensoriais aferem ao Sistema Nervoso Central (SNC), onde são integradas (codificação/comparação/armazenagem/decisão) por neurônios de associação ou interneurônios, e enviam uma resposta que efere a algum orgão efetor (músculo, glândula). Kandel sugere que o "movimento voluntário é controlado por complexo circuito neural no cérebro interconectando os sistemas sensorial e motor. (...) o sistema motivacional". As respostas desencadeadas pelo SNC são tão mais complexas quanto mais exigentes forem os estímulos ambientais (aferentes).
Para tanto o cérebro necessita de uma intrincada rede de circuitos neurais conectando suas principais áreas sensoriais e motoras, ou seja, grandes concentrações de neurônios capazes de armazenar, interpretar e emitir respostas eficientes a qualquer estímulo, tendo também a capacidade de, a todo instante, em decorrência de novas informações, provocar modificações e rearranjos em suas conexões sinápticas, possibilitando novas aprendizagens.
Áreas Associativas do Córtex
Todo o córtex cerebral é organizado em áreas funcionais que assumem tarefas receptivas, integrativas ou motoras no comportamento. São responsáveis por todos os nossos atos conscientes, nossos pensamentos e pela capacidade de respondermos a qualquer estímulo ambiental de forma voluntária. Existe um verdadeiro mapa cortical com divisões precisas a nível anatomo-funcional, mas que todo ele está praticamente sempre mais ou menos ativado dependendo da atividade que o cérebro desempenha, visto a interdependência e a necessidade de integração constante de suas informações frente aos mais simples comportamentos.
Sistema Endócrino e Hormônios
O sistema endócrino é constituído por um grupo de órgãos (algumas vezes referidos como glândulas de secreção interna) cuja função principal é produzir e secretar hormônios diretamente no interior da corrente sangüínea. Os hormônios atuam como mensageiros para coordenar atividades de várias partes do corpo.
Glândulas Endócrinas
Os principais órgãos do sistema endócrino são o hipotálamo, a hipófise, a tireóide, as paratireóides, os testículos e os ovários. Durante a gravidez, a placenta também atua como uma glândula endócrina além de suas outras funções. O hipotálamo secreta vários hormônios que estimulam a hipófise: alguns desencadeiam a liberação de hormônios hipofisários e outros a suprimem. Algumas vezes, a hipófise é denominada glândula mestra por controlar muitas funções de outras glândulas endócrinas. Alguns hormônios hipofisários produzem efeitos diretos, enquanto outros simplesmente controlam a velocidade com que outros órgãos endócrinos secretam seus hormônios. A hipófise controla a velocidade de secreção de seus próprios hormônios através de um circuito de retroalimentação (feedback) no qual as concentrações séricas (sangüíneas) de outros hormônios endócrinos a estimulam a acelerar ou a alentecer sua função. Nem todas as glândulas endócrinas são controladas pela hipófise. Algumas respondem de modo direto ou indireto às concentrações de substâncias presentes no sangue:
• As células pancreáticas secretoras de insulina respondem à glicose e aos ácidos graxos.
• As células paratireoídeas respondem ao cálcio e ao fosfato.
• A medula adrenal (parte da glândula adrenal) responde à estimulação direta do sistema nervoso parassimpático. Muitos órgãos secretam hormônios ou substâncias similares aos hormônios, mas, geralmente, eles não são considerados parte do sistema endócrino. Alguns desses órgãos produzem substâncias que atuam somente na área próxima de sua liberação, enquanto outros não secretam seus produtos na corrente sangüínea. Por exemplo, o cérebro produz muitos hormônios cujos efeitos são limitados basicamente ao sistema nervoso.
Principais Glândulas Endócrinas
Hormônios
Os hormônios são substâncias liberadas na corrente sangüínea por uma glândula ou órgão e que afetam a atividade de células de um outro local. Em sua maioria, os hormônios são proteínas compostas de cadeias de aminoácidos de comprimento variável. Outros são esteróides, substâncias gordurosas derivadas do colesterol. Quantidades muito pequenas de hormônios podem desencadear respostas muito grandes no organismo. Os hormônios ligam-se aos receptores localizados sobre a superfície da célula ou no seu interior. A ligação de um hormônio a um receptor acelera, reduz ou altera a função celular de uma outra maneira. Em última instância, os hormônios controlam a função de órgãos inteiros. Eles controlam o crescimento e o desenvolvimento, a reprodução e as características sexuais. Eles influenciam a maneira como o organismo utiliza e armazena a energia. Além disso, os hormônios controlam o volume de líquido e as concentrações de sal e de açúcar no sangue. Alguns hormônios afetam somente um ou dois órgãos, enquanto outros afetam todo o organismo. Por exemplo, o hormônio estimulante da tireóide é produzido na hipófise e afeta apenas a tireóide. Em contraste, o hormônio tireoidiano é produzido na tireóide, mas afeta células de todo o organismo. A insulina, produzida pelas células das ilhotas pancreáticas, afeta o metabolismo da glicose, das proteínas e das gorduras em todo o organismo.
Controles Endócrinos
Quando as glândulas endócrinas funcionam mal, as concentrações séricas dos hormônios podem tornar-se anormalmente altas ou baixas, alterando as funções orgânicas. Para controlar as funções endócrinas, a secreção de cada hormônio deve ser regulada dentro de limites precisos. O organismo precisa detectar a cada momento a necessidade de uma maior ou menor quantidade de um determinado hormônio. O hipotálamo e a hipófise secretam seus hormônios quando detectam que a concentração sérica de um outro hormônio por eles controlado encontra-se muito alta ou muito baixa. Os hormônios hipofisários então circulam na corrente sangüínea para estimular a atividade de suas glândulas alvo. Quando a concentração sérica do hormônio alvo é a adequada, o hipotálamo e a hipófise deixam de produzir hormônios, uma vez que eles detectam que não há mais necessidade de estimulação. Este sistema de retroalimentação regula todas as glândulas que se encontram sob controle hipofisário.
Principais Hormônios
| Hormônio |
| Onde é Produzido |
| Função | ||
| | ||||||
| Aldosterona | Adrenais | Ajuda na regulação do equilíbrio do sal e da água através de sua retenção e da excreção do potássio | ||||
| | ||||||
| Hormônio antidiurético (vasopressina) | Hipófise | Faz com que os rins retenham água e, juntamente com aldosterona, ajuda no controle da pressão arterial | ||||
| | ||||||
| Corticosteróide | Adrenais | Produz efeitos disseminados por todo o organismo; em especial, tem uma ação antiinflamatória; mantém a concentração sérica de açúcar, a pressão arterial e a força muscular; auxilia no controle do equilíbrio do sal e da água | ||||
| | ||||||
| Corticotropina | Hipófise | Controla a produção e a secreção de hormônios do córtex adrenal | ||||
| | ||||||
| Eritropoietina | Rins | Estimula a produção de eritrócitos | ||||
| | ||||||
| Estrogênios | Ovários | Controla o desenvolvimento das características sexuais e do sistema reprodutivo femininos | ||||
| | ||||||
| Glucagon | Pâncreas | Aumenta a concentração sérica de açúcar | ||||
| | ||||||
| Hormônio do crescimento | Hipófise | Controla o crescimento e o desenvolvimento; promove a produção de proteínas | ||||
| | ||||||
| Insulina | Pâncreas | Reduz a concentração sérica de açúcar; afeta o metabolismo da glicose, das proteínas e das gorduras em todo corpo | ||||
| | ||||||
| Hormônio luteinizante e hormônio folículoestimulante | Hipófise | Controlam as funções reprodutoras, como a produção de espermatozóides e de sêmen, a maturação dos óvulos e os ciclos menstruais; controlam as características sexuais masculinas e femininas (p.ex., a distribuição dos pêlos, a formação dos músculos, a textura e a espessura da pele, a voz e, talvez, os traços da personalidade) | ||||
| | ||||||
| Ocitocina | Hipófise | Produz contração da musculatura uterina e dos condutos das glândulas mamárias | ||||
| | ||||||
| Paratormônio (hormônio paratireoídeo) | Paratireóides | Controla a formação óssea e a excreção do cálcio e do fósforo | ||||
| | ||||||
| Progesterona | Ovários | Prepara o revestimento do útero para a implantação de um ovo fertilizado e prepara as glândulas mamárias para a secreção de leite | ||||
| | ||||||
| Prolactina | Hipófise | Inicia e mantém a produção de leite das glândulas mamárias | ||||
| | ||||||
| Renina e angiotensina | Rins | Controlam a pressão arterial | ||||
| | ||||||
| Hormônio tireoidiano | Tireóide | Regula o crescimento, a maturação e a velocidade do metabolismo | ||||
| | ||||||
| Hormônio estimulante da tireóide | Hipófise | Estimula a produção e a secreção de hormônios pela tireóide | ||||
Determinados hormônios que são controlados pela hipófise variam de acordo com programas previstos. Por exemplo, o ciclo menstrual de uma mulher envolve flutuações mensais da secreção do hormônio luteinizante e hormônio folículoestimulante pela hipófise. Os hormônios ovarianos (os estrogênios e a progesterona) também apresentam flutuações mensais. Ainda não está claro como o hipotálamo e a hipófise controlam esses biorritmos. No entanto, sabe-se com certeza que os órgãos respondem a algum tipo de relógio biológico. Existem outros fatores que também estimulam a produção de hormônios. A prolactina, um hormônio secretado pela hipófise, faz com que as glândulas mamárias produzam leite. O lactente, ao sugar o mamilo, estimula a hipófise a secretar mais prolactina. A sucção também aumenta a secreção de ocitocina, a qual provoca a contração dos canais lactíferos, conduzindo o leite até o mamilo para alimentar o lactente. As glândulas que não são controladas pela hipófise (p.ex., ilhotas pancreáticas e paratireóides) possuem seus próprios sistemas para determinar quando é necessária uma maior ou uma menor secreção. Por exemplo, a concentração de insulina aumenta logo após as refeições, pois o organismo precisa processar os açúcares dos alimentos. Entretanto, se a concentração de insulina permanecesse elevada, a concentração sérica de açúcar diminuiria perigosamente. Outras concentrações hormonais variam por razões menos óbvias. As concentrações de corticosteróides e do hormônio do crescimento são mais elevadas pela manhã e mais baixos no meio da tarde. As razões dessas variações diárias não são totamente conhecidas.
A Função dos Transmissores
| Embora todas as células respondam aos transmissores e a maioria delas os produzam, os seus efeitos são comumente agrupados em três sistemas principais (o nervoso, o imune e o endócrino) essenciais para a coordenação das atividades do organismo. Esses três sistemas têm muito em comum e cooperam entre si. Seus transmissores são compostos por proteínas ou derivados das gorduras. Alguns transmissores percorrem somente uma curta distância (inferior a 2,5 cm), enquanto outros percorrem distâncias consideráveis através da corrente sangüínea para atingirem seus alvos. Os transmissores ligam-se às suas célulasalvo utilizando proteínas receptoras específicas localizadas sobre a superfície celular ou no interior da célula. Alguns transmissores alteram a permeabilidade das membranas celulares para determinadas substâncias (p.ex., a insulina altera o transporte da glicose através das membranas celulares). Outros transmissores, como a adrenalina (epinefrina) e o glucagon, alteram a atividade de seus receptores, fazendo com que eles produzam outras substâncias que atuam como transmissores secundários. Eles afetam a atividade do material genético da célula, alterando a produção celular de proteínas ou a atividade das proteínas que já se encontram no interior da célula. O efeito de um transmissor específico depende de seu local de secreção. Por exemplo, a noradrenalina (norepinefrina) eleva a pressão arterial quando as adrenais a secretam no sangue. No entanto, quando ela é liberada no sistema nervoso, a noradrenalina estimula apenas a atividade das células nervosas próximas, sem afetar a pressão arterial. |
Fonte: http://www.msd-brazil.com/msd43/m_manual/mm_sec13_143.htm
BACTÉRIAS
Podem ser:
Heterótrofas Aeróbios
Anaeróbios (fermentantes)
Saprófitos (decompositores)
Autótrofas
Fotossintetizantes
Quimiossintetizantes
Estrutura das bactérias
Parede celular-Envoltório extracelular rígido responsável pela forma da bactéria constituída por um complexo protéico - glicídico (proteína + carboidrato) com a função de proteger a célula contra agressões físicas do ambiente.
Obs.: Não possui celulose como as das células vegetais.
Cápsula- Camada de consistência mucosa ou viscosa formada por polissacarídeos que reveste a parede celular em algumas bactérias. É encontrada principalmente nas bactérias patogênicas, protegendo-as contra a fagocitose.
Membrana plasmática- Mesma estrutura e função das células eucariontes.
Citoplasma- Formado pelo hialoplasma e pelos ribossomos. Ausência de organelas membranosas.
Nucleóide- Região onde se concentra o cromossomo bacteriano, constituído por uma molécula circular de DNA. É o equivalente bacteriano dos núcleos de células eucariontes. Não possui carioteca ou envoltório nuclear. Além do DNA presente no nucleóide, a célula bacteriana pode ainda conter moléculas adicionais de DNA, chamadas plasmídios ou epissomas.
Flagelos- Apêndices filiformes usados na locomoção.
Fímbrias- Apêndices filamentares, de natureza protéica, mais finos e curtos que os flagelos. Nas bactérias que sofrem conjugação, as fímbrias funcionam como pontes citoplasmáticas permitindo a passagem do material genético.
Reprodução das bactérias
1. Assexuada
- Bipartição ou cissiparidade
Nesse processo a célula bacteriana duplica seu cromossomo e se divide ao meio, apoiado no mesossomo, originando duas novas bactérias idênticas à original.
2. Sexuada ou Transmissão genética
- Conjugação- Consiste na passagem (ou troca) de material genético entre duas bactérias através de uma ponte citoplasmática formada pelas fímbrias.
- Transformação- A bactéria absorve moléculas de DNA disperso no meio. Esse DNA pode ser proveniente, por exemplo, de bactérias mortas.
- Transdução As moléculas de DNA são transferidas de uma bactéria a outra usando vírus como vetores.
CITOLOGIA
Principais componentes da célula animal
Membrana- Formada por uma dupla camada de fosfolipídios, bem como por proteínas espaçadas e que podem atravessar de um lado a outro da membrana. Algumas proteínas estão associadas a glicídios, formando as glicoproteínas. Controla a entrada e a saída de substâncias.
Fosfolipídios - Fosfato (PO4-3) associado a lipídios (gorduras) - São os principais componentes das membranas celulares. A região do fosfato ("cabeça") se encontra eletricamente carregada (região polar) enquanto que as duas cadeias de ácidos graxos (pertencentes ao lipídio) não apresentam carga elétrica (região apolar).
Glicoproteínas- Associação de proteínas com glicídios (açúcares) presentes nas células animais em geral. Os glicídios recobrem as células como "pêlos" protegendo-as contra agressões do meio ambiente e retendo substâncias, como nutrientes e enzimas, constituindo o glicocálix.
Retículo endoplasmático (RE)- Atua como transportador de substâncias. Há duas formas: O R.E. liso, onde há a produção de lipídios, e o R.E. rugoso, onde se encontram aderidos a sua superfície externa os ribossomos, sendo local de produção de proteínas, as quais serão transportadas internamente para o Complexo de Golgi.
Mitocôndria- Organela formada por duas membranas lipoprotéicas. Dentro delas se realiza o processo de extração de energia dos alimentos que será armazenada em moléculas de ATP (adenosina trifosfato). É o ATP que fornece energia necessária para as reações químicas celulares.
Lisossomo- Estrutura que apresenta enzimas digestivas capazes de digerir um grande número de produtos orgânicos. Realiza a digestão intracelular. É importante nos glóbulos brancos e de modo geral para a célula já que digere as partes desta (autofagia) que serão substituídas por outras mais novas, o que ocorre com freqüência em nossas células.
Complexo de Golgi- São bolsas membranosas e achatadas, que podem armazenar e transformar substâncias que chegam via retículo endoplasmático; podem também eliminar substâncias produzidas pela célula, mas que irão atuar fora dela (enzimas por exemplo). Produzem ainda os lisossomos.
Centríolos- São estruturas cilíndricas, geralmente encontradas aos pares. Dão origem a cílios e flagelos (menos os das bactérias), estando também relacionados com a formação do fuso acromático.
Principais componentes da célula vegetal
Cloroplasto- Organela formada por duas membranas e por estruturas discoidais internas. É a sede da fotossíntese, pois contém moléculas de clorofila que capturam a energia solar e produzem moléculas como glicose, utilizada pelas mitocôndrias para a geração de ATP.
Parede celulósica- Constituída por celulose (polissacarídio) e também por glicoproteínas (açúcar + proteína), hemicelulose (união de certos açúcares com 5 carbonos) e pectina (polissacarídio). A celulose forma fibras, enquanto as outras constituem uma espécie de cimento; juntas formam uma estrutura muito resistente.
Vacúolo- Estrutura derivada do retículo endoplasmático que pode conter líquidos e pigmentos, além de diversas outras substâncias.
CARACTERISTICAS DOS SERES VIVOS
São compostos por:
- Substâncias inorgânicas: água e sais minerais.
- Substâncias orgânicas (possuem o carbono como elemento principal): carboidratos, lipídios, proteínas, ácidos nucléicos e vitaminas.
Composição química aproximada da matéria viva:
- 75 a 85% de água
- 1% de sais minerais
- 1% de carboidratos
- 2 a 3% de lipídios
- 10 a 15% de proteínas
- 1% de ácidos nucléicos
Reprodução - É a capacidade que têm os seres vivos de originar novos indivíduos semelhantes a eles. Pode ser: sexuada (gâmica) ou assexuada (agâmica).
Evolução - É a transformação gradual de grupos de organismos ao longo do tempo, dando origem a novas espécies.
Metabolismo - É o conjunto de processos químicos responsáveis pela transformação e utilização da matéria e da energia pelos organismos. Apresenta duas etapas: anabolismo (processos de síntese) e catabolismo (processos de degradação ou análise).
Organização celular - Com exceção dos vírus, todos os seres vivos são formados por células.
De acordo com o tipo de célula os seres vivos podem ser:
- Procariontes - Possuem células procariotas, isto é, com membrana celular, citoplasma e nucleóide. Ex.: bactérias, algas azuis ou cianofíceas.
- Eucariontes - Possuem células eucariotas, isto é, com membrana celular, citoplasma e núcleo. Ex.: fungos, plantas e animais.
- Diferenciação celular - Ocorre nos seres multicelulares. As células sofrem modificações dando origem a grupos de células com formas variadas, cada qual adaptada ao exercício de uma determinada função.
Classificação dos seres vivos
São cinco reinos:
Moneras. Seres unicelulares (formados por uma única célula) procariontes (células sem núcleo organizado). O material hereditário é constituído por ácido nucléico no citoplasma. São as bactérias e as cianófitas (algas azuis), antes consideradas vegetais primitivos.
Protistas. Seres unicelulares eucariontes (que possuem núcleo individualizado). Seu material genético está organizado nos cromossomos, dentro do núcleo. Representados por protozoários, como a ameba, o tripanossomo (causador do mal de Chagas) o plasmódio (agente da malária), que até a metade do século XX eram considerados animais primitivos.
Fungos Seres eucariontes uni e pluricelulares como as leveduras, o mofo e os cogumelos. Já foram classificados como vegetais, mas sua membrana possui quitina, molécula típica dos insetos e que não se encontra entre as plantas. São heterótrofos (não produzem seu próprio alimento), por não possuírem clorofila.
Plantas São os vegetais, desde as algas verdes até as plantas superiores. Caracterizam-se por ter as células revestidas por uma membrana de celulose e por serem autótrofas (sintetizam seu próprio alimento pela fotossíntese). Existem cerca de 400 mil espécies de vegetais classificados
Animais São organismos multicelulares e heterótrofos (não produzem seu próprio alimento). Englobam desde as esponjas marinhas até o homem, cujo nome científico é Homo sapiens.
| O CORPO HUMANO - ANATOMIA | |
| amígdala | tonsila palatina |
| aparelho digestivo | sistema digestório |
| cúbito | ulna |
| gânglios linfáticos | nódulos linfáticos |
| maxilar inferior | mandíbula |
| omoplata | escápula |
| escápula | orelha externa |
| ouvido interno | orelha interna |
| ouvido médio | orelha média |
| perônio | fíbula |
| pomo de Adão | proeminência laríngea |
| rótula | patela |
| seio | mama |
| tendão de Aquiles | tendão calcâneo |
| trompa de Eustáquio | tuba auditiva |
| trompas de Falópio | trompas de Falópio |
| Respiração Celular |
É um conjunto de reações de oxirredução para a obtenção de energia a partir de uma fonte energética orgânica e que ocorre obrigatoriamente em todas as células. As reações de oxirredução consistem na transferência de H+ de um composto orgânico para outro com desprendimento de energia. A fonte de energia mais utilizada é a glicose (não a mais energética), os aminoácidos e os ácidos graxos fornecem mais energia, mas são menos utilizados.
C6H12O6 + 6 O2 ® 6 CO2 + 6 H2O D G = 38 ATP
Glicólise
Fase que ocorre ainda no citoplasma. A glicose que penetra na célula na forma de glicose 6-fosfato, sofre a degradação, originando 2 ácidos pirúvicos + NADH+H+ .
NAD - nicotinamida é a substância que transfere o H de um composto para outro
ATP - trifosfato de ademosina é formado por adenina + ribose + 3 radicais fosfato. É a molécula que irá armazenar energia, que não será utilizada imediatamente pela célula. Se toda a energia produzida fosse liberada de forma imediata, a célula literalmente "queimaria".
Ciclo de Krebs
·
- O Ciclo de Krebs inicia-se com a doação do radical acetil do Acetil-CoA para um composto denominado Oxaloacetato, que é regenerado ao final de cada volta.
- Esta reação tem como produto o Ácido Cítrico ou Citrato, o primeiro intermediário da via, e é catalizada pela enzima Citrato-Sintase, uma enzima reguladora alostérica.
- São 8 as etapas enzimáticas do Ciclo de Krebs:
- Esse processo ocorre na matriz mitocondrial.
- Síntese do Citrato;
- Conversão do Citrato a Isocitrato, via Cis-Aconitato;
- Oxidação descarboxilativa do Isocitrato a a -Cetoglutarato ( a - KG );
- Oxidação descarboxilativa do a -KG a Succinil-CoA;
- Hidrólise do Succinil-CoA a Succinato;
- Oxidação do Succinato a Fumarato;
- Hidratação do Fumarato a Malato;
- Oxidação do Malato a Oxaloacetato, que inicia um novo ciclo.
Rendimento Energético do Ciclo de Krebs:
- À cada volta do ciclo são liberadas para a célula:
- 3 NADH+H+ ® Etapas 3, 4 e 8
- 1 FADH2 ® Etapa 6
- 2 CO2 ® Etapas 3 e 4
- 1 GTP = 1 ATP ® Etapa 5
- No total, para cada molécula de glicose oxidada, temos:
- Da cadeia Glicolítica: 2 ATPs + 2 NADH+H+
- Da reação da Piruvato-Desidrogenase: 2 NADH+H+ + 2 CO2
- Do Ciclo de Krebs: 2 ATPs + 6 NADH+H+ + 2 FADH2 + 2 CO2.
-Total:
o 4 ATPs
o 10 NADH+H+
o 2 FADH2
o 6 CO2.
Regulação do Ciclo de Krebs:
Cadeia Respiratória
Processo metabólico de síntese de ATP a partir da energia liberada pelo transporte de elétrons na cadeia respiratória. Esta fase ocorre nas cristas mitocondriais.
Depende de alguns fatores:
o Energia Livre Þ obtida do transporte de elétrons
o Uma enzima transmembrana denominada ATPase
A Energia:
·
- Durante o fluxo de elétrons Þ Liberação de energia livre suficiente para a síntese de ATP em 3 locais da cadeia respiratória: Complexos I, III e IV.
- Estes locais são denominados "SÍTIOS DE FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA".
- Nestes locais Þ A liberação de energia livre é em quantidade semelhante à necessária para a síntese do ATP.
Respiração Anaeróbica
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Respira%C3%A7%C3%A3o
A respiração anaeróbica envolve um receptor de eléctrons diferente do oxigênio e existem vários tipos de bactérias capazes de usar uma grande variedade de compostos como receptores de eléctrons na respiração: compostos nitrogenados, tais como nitratos e nitritos, compostos de enxofre, tais como sulfatos, sulfitos, dióxido de enxofre e mesmo enxofre elementar, dióxido de carbono, compostos de ferro, de manganês, de cobalto e até de urânio.
No entanto, para todos estes, a respiração anaeróbica só ocorre em ambientes onde o oxigênio é escasso, como nos sedimentos marinhos e lacustres ou próximos de nascentes hidrotermais submarinas.
Uma das seqüências alternativas à respiração aeróbica é a fermentação, um processo em que o piruvato é apenas parcialmente oxidado, não se segue o ciclo de Krebs e não há produção de ATP numa cadeia de transporte de eléctrons. No entanto, a fermentação é útil para a célula porque regenera o dinucleótido de nicotinamida e adenina (NAD), que é consumido durante a glicólise.
Os diferentes tipos da fermentação produzem vários compostos diferentes, como o etanol (o álcool das bebidas alcoólicas, produzido por vários tipos de leveduras e bactérias) ou o ácido láctico do iogurte.
Outras moléculas, como NO2, SO2 são os aceptores finais na cadeia de transporte de elétrons.
Fermentação
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A fermentação é um processo anaeróbio de transformação de uma substância em outra, produzida a partir de microorganismos, tais como bactérias e fungos, chamados nestes casos de fermentos. Exemplo de fermentação é o processo de transformação dos açúcares das plantas em álcool, tal como ocorre no processo de fabricação da cerveja, cujo álcool etílico é produzido a partir do consumo de açúcares presentes no malte, que é obtido através da cevada germinada.
Outro exemplo é o da massa do [bolo, pão..] onde os fermentos (leveduras) consomem amido.
Esses fungos começam a digerir o açúcar da massa do pão, liberando CO2 (gás carbônico), que aumenta o volume da massa.
De um modo geral o termo fermentação também é usado na biotecnologia para definir processos aeróbios.
Há dois tipos de fermentação:
- Fermentação aeróbica: ocorre na presença de oxigênio do ar, como por exemplo, em: Ácido cítrico, Penicilina.
- Fermentação Anaeróbica: ocorre na ausência de oxigênio, como por exemplo, em: Iogurte, Vinagre, Cerveja, Vinho.
Não deve ser confundida com a respiração anaeróbica (processo nos quais algumas bactérias produz energia anaerobicamente formando resíduos inorgânicos). A fermentação é usada na conserva de alimentos (por exemplo, de chucrute).
Fermentação alcoólica
Na fermentação alcoólica, o ácido pirúvico (3C) é descarboxilado e, assim, liberta CO2 e origina uma molécula de etanol (C2H5OH). Essa redução deve-se à transferência de um H do NADH, formado durante a glicólise, que passa à sua forma oxidada (NAD+), podendo ser novamente reduzido. O rendimento energético final é de 2 ATP, formados durante a glicólise, ficando grande parte da energia da glicose armazenada no etanol.
Para mais informações entre em http://www.geocities.com/organicabr/fermentacao.html
Relação Entre os Seres Vivos
Nas comunidades bióticas encontram-se várias formas de interações entre os seres vivos que as formam. Essas interações se diferenciam pelos tipos de dependência que os organismos vivos mantêm entre si. Algumas dessas interações; caracterizam-se pelo benefício mútuo de ambos os seres vivos, ou de apenas um deles, sem o prejuízo do outro. Essas relações são denominadas harmônicas ou positivas.
....
Outras formas de interações; caracterizadas pelo prejuízo de um de seus participantes em benefício do outro. Esses tipos de relações recebem o nome de desarmônicas ou negativas.
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Tanto as relações harmônicas como as desarmônicas podem ocorrer entre indivíduos da mesma espécie e indivíduos de espécies diferentes. Quando as interações ocorrem entre organismos da mesma espécie, são denominadas relações intra-específicas ou homotípicas. Quando as relações acontecem entre organismos de espécies diferentes, recebem o nome de interespecíficas ou heterotípicas.
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CLASSIFICAÇÃO DAS RELAÇÕES ENTRE OS SERES VIVOS:
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As principais relações entre os indivíduos de uma comunidade são esquematizadas no quadro que segue:
.Relações harmônicas intra-específicas:
1)Colônias - colônias são associações harmônicas entre indivíduos de uma mesma espécie, anatomicamente ligados, que em geral perderam a capacidade de viver isoladamente. A separação de um indivíduo da colônia determina a sua morte.
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Quando as colônias são constituídas por organismos que apresentam a mesma forma, não ocorre divisão de trabalho. Todos os indivíduos são iguais e executam todas as funções vitais. Essas colônias são denominadas homomorfas ou isomorfas. Como exemplo, podem ser citadas as colônias de corais (celenterados), de crustáceos do gênero Balanus (as cracas), de certos protozoários, bactérias, etc.
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Quando as colônias são formadas por indivíduos com formas e funções distintas, ocorre urna divisão de trabalho. Essas colônias são denominadas heteromorfas. Um ótimo exemplo é o celenterado da espécie Phisalia caravela popularmente conhecida por "caravelas". Elas formam colônias com indivíduos especializados na proteção e defesa (os dactilozóides), na reprodução (os gonozóides), na natação (os nectozóides), na flutuação (os pneumozóides), e na alimentação (os gastrozóides).
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2)Sociedades - as sociedades são associações entre indivíduos da mesma espécie, organizados de um modo cooperativo e não ligados anatomicamente. Os indivíduos componentes de uma sociedade se mantêm unidos graças aos estímulos recíprocos.
Ex: alcatéia, cardume, manada de búfalos, homem, térmitas (cupins), formigas, abelhas.
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Descrição sobre a sociedade das Abelhas melíferas:
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A sociedade formada pelas abelhas melíferas (Apis mellifera) comporta três castas distintas: as operárias, a rainha e os machos ou zangões.
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Uma colméia de abelhas melíferas pode conter de 30 mil a 40 mil operárias. São elas as grandes reponsáveis por todo o trabalho executado na colméia. As operárias transportam o mel e o pólen das celas de armazenamento para a rainha, zangões e larvas, alimentando-os. Produzem a cera para ampliar a colméia, limpam-na dos detritos e de companheiras mortas e doentes. Procuram, no exterior da colméia, o néctar e o pólen. Além disso, guardam e protegem a colméia.
As operárias vivem, em média, seis semanas. São todas fêmeas estéreis.
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A rainha apresenta a mesma constituição genética que as operárias. A diferenciação entre elas se faz pelo, tipo de alimento recebido na fase de larva. Enquanto as larvas das futuras operárias recebem apenas mel e pólen, as larvas que se desenvolverão em rainhas são também alimentadas com secreções glandulares de operárias adultas. Essas secreções recebem o nome de geléia real.
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Cada colméia de abelhas melíferas só tem uma rainha adulta. Esta controla as operárias graças a secreção de uma substância denominada feromônio. Essa substância se espalha por toda a colméia, passando de boca em boca. 0 feromônio inibe o desenvolvimento do ovário das operárias, impossibilitando-as de se tornarem rainhas.
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Quando a rainha adulta abandona a sua colméia para construir uma nova, ela é seguida por cerca de metade das operárias. Inicialmente, esse novo grupo permanece enxameado durante alguns dias, em torno da rainha, num local ainda não definitivo. A seguir, o enxame se fixa em um abrigo apropriado. Uma nova colméia surgirá graças à produção de cera pelas operárias.
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Na colméia antiga, aparece uma nova rainha e as que estavam em desenvolvimento são destruídas. Essa nova rainha, ao sair para o "vôo nupcial", libera o feromônio, que estimula os zangões a segui-Ia. Durante o vôo nupcial, a rainha é fecundada. Dependendo da espécie de abelha, a rainha poderá ser fecundada por apenas um zangão ou por vários.
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A rainha, uma fez fecundada, volta à colméia, onde, após algum tempo, reiniciará a postura de ovos. Esta se prolongará por 5 a 7 anos. Os ovos fecundados originarão rainhas e operárias e os não fecundados, os zangões. Enquanto as rainhas e operárias são diplóides; ou 2n pois resultam de óvulos fecundados, os zangões são haplóides ou n.
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Os zangões são alimentados da mesma forma que as operárias. Delas diferem por serem haplóides ou n. Os zangões originam-se de óvulos não fecundados, portanto, partenogeneticamente. São importantes no vôo nupcial, pois fertilizam a rainha nessa ocasião. Essa é a única atividade realizada pelos zangões; terminado o vôo nupcial, voltam também à colméia. Como são incapazes; de se alimentar sozinhos, são mortos a picadas pelas operárias ou expulsos da colméia, morrendo conseqüentemente, de inanição
Relações harmônicas inter-específicas:
1) Mutualismo - é a associação entre indivíduos de espécies diferentes na qual ambos se beneficiam. Esse tipo de associação é tão íntima, que a sobrevivência dos seres que a formam torna-se impossível, quando são separados.
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Alguns autores usam o termo simbiose para caracterizar o que definimos como mutualismo. Como a tendência atual é considerar simbiose uma associação entra indivíduos de espécies diferentes, não importando o tipo de relação entre eles, devemos usar o termo mutualismo para caracterizar a simbiose entre indivíduos de espécies diferentes, em que ambos se beneficiam.
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Como exemplos de mutualismo vamos analisar, entre outros, os líquens, a bacteriorriza, a micorriza, e as associações entre cupins e protozoários e entre herbívoros com bactérias e protozoários.
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1.1) Líquens - são constituídos pela associação mutualística entre algas e fungos. A alga realiza a fotossíntese e cede ao fungo parte da matéria orgânica sintetizada. 0 fungo, além de proteger a alga, cede-lhe umidade e sais minerais que absorve. Esse tipo de relação é benéfico para ambos. Permite a sobrevivência do líquen em lugares onde, isoladamente, a alga e o fungo não teriam chance. Os líquens podem ser encontrados em troncos de árvores, nas rochas nuas, nos desertos e no Ártico.
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1.2) Bacteriorriza - é o nome que se dá à associação formada pelas bactérias do gênero Rhizobium com as células das raízes de leguminosas, onde se originam as nodosidades.
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0 esquema que segue mostra uma leguminosa, evidenciando em suas raízes as nodosidades; provocadas pelas bactérias do gênero Rhizobium.
Como veremos no ciclo do nitrogênio, as bactérias do gênero Rhizoblum fixam o nitrogênio atmosférico. Transformam esse nitrogênio em compostos nitrogenados, que cedem às plantas leguminosas. Estas usam o nitrogênio desses compostos na síntese de seus aminoácidos e proteínas. Em troca, as leguminosas cedem, às bactérias, substâncias orgânicas que sintetizam.
Raiz de leguminosa, com nódulos portadores de bactérias do gênero Rhizobium
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1.3) Micorriza - é um tipo de associação mutualística que ocorre entre fungos e as raízes de certas orquídeas e da maioria das árvores florestais. 0 fungo, ao decompor as substâncias orgânicas, fornece às planta o nitrogênio e outros nutrientes minerais na forma assimilável. As plantas, em troca, cedem ao fungo compostos orgânicos por elas sintetizados.
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1.4) Cupins ou térmitas e protozoários - os cupins ou térmitas utilizam em sua alimentação produtos ricos em celulose, como a madeira, o papel e certos tecidos.
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Contudo são incapazes de digerir a celulose, por não fabricarem a enzima celulase. Por isso, abrigam em seu intestino um protozoário flagelado denominado Tryconinpha. A celulose, uma vez digerida, serve de alimento para ambos. Os cupins fornecem ao protozoário abrigo e nutrição e, em troca, recebem os produtos da degradação da celulose.
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1.5) Ruminantes e microrganismos - os animais ruminantes, do mesmo modo que os cupins, não fabricam a enzima celulase. Como os alimentos que ingerem são ricos em celulose, também abrigam em seu estômago grande número de protozoários e bactérias capazes de fabricar a enzima celulase.
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A celulose serve de alimento para os herbívoros, as bactérias e os protozoários. A partir daí estabelece-se uma relação mutualística, em que as bactérias e os protozoários fornecem aos herbívoros produtos da digestão da celulose. Os herbívoros, por sua vez, fornecem abrigo e nutrição a esses microrganismos.
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2) Protocooperação - protocooperação ou simplesmente cooperação é a associação entre indivíduos de espécies diferentes em que ambos se beneficiam, mas cuja coexistência não é obrigatória.
Como exemplos de protocooperação vamos destacar as associações entre o paguro-eremita e as anêmonas-do-mar, o pássaro anu e certos mamíferos, o pássaro-palito e os crocodilos e a polinização feita por animais.
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2.1) 0 paguro-eremita e as anêmonas-do-mar - o paguro-eremita, também conhecido com bernardo-eremita, é um crustáceo marinho que apresenta abdômen mole e desprotegido. Vive normalmente no interior de uma concha vazia de molusco, como a do caramujo, por exemplo. Presas a essa concha, podem ser encontradas as anêmonas-do-mar ou actínias, celenterados popularmente conhecidos por flores-das-pedras. As anêmonas, graças aos seus tentáculos que elaboram substâncias urticantes, afugentam os possíveis predadores do paguro. Este, ao se locomover, transporta a concha com anêmonas, aumentando muito a área de sua alimentação.
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Trata-se de um caso de protocooperação, porque tanto o paguro como a anêmona podem viver isoladamente. Como conceituamos, a coexistência de ambos não é obrigatória.
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2.2) 0 pássaro anu e certos mamíferos - os pássaros conhecidos por anus alimentam-se de carrapatos e outros parasitas encontrados no pelo de certos mamíferos, como o gado, o búfalo, o rinoceronte, etc. Os anus, ao retirarem os parasitas (carrapatos) da pele desses mamíferos, estão se alimentando e, ao mesmo tempo, livram os mamíferos desses indesejáveis parasitas.
Como no exemplo anterior, a coexistência de ambos não é obrigatória, daí falarmos em protocooperação.
2.3) 0 pássaro-palito e o crocodilo - os crocodilos que vivem do rio Nilo, ao dormirem, podem deixar a boca aberta. 0 pássaro-palito aproveita essa oportunidade para se alimentar dos parasitas (sanguessugas) e restos de alimentos encontrados entre os dentes e na boca do crocodilo. Dessa forma, o pássaro-palito livra o crocodilo dos parasitas indesejáveis e, ao mesmo tempo, alimenta-se.
2.4) Polinização por animais - pode-se também considerar protocooperação, pois ao se alimentar de vegetais, os pássaros ou insetos podem promover a disseminação de sementes ou pólen.
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3) Comensalismo - é a associação entre indivíduos de espécies diferentes na qual um deles aproveita os restos alimentares do outro sem prejudicá-lo. 0 animal que aproveita os restos alimentares é denominado comensal.
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Exemplo de comensalismo muito citado é o que ocorre entre a rêmora e o tubarão. A rêmora ou peixe-piolho é um peixe ósseo que apresenta a nadadeira dorsal transformada em ventosa, com a qual se fixa ao corpo do tubarão. A rêmora além de ser transportada pelo tubarão, aproveita os restos de sua alimentação. 0 tubarão não é prejudicado, pois o peso da rêrnora é insignificante. Os alimentos ingeridos pela rêmora correspondem aos desprezados pelo tubarão.
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Como exemplo também, as hienas se aproveitando de restos deixados pelo leão, ou Entamoeba coli se aproveitando de restos alimentares em nosso intestino e, até mesmo, a ave-palito comendo restos alimentares na boca do crocodilo.
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4) Inquilinismo - é a associação entre indivíduos de espécies diferentes em que um deles procura abrigo ou suporte no corpo do outro, sem prejudicá-lo. 0 inquilinismo é uma forma de associação muito parecida com o comensalismo. Desta difere por não haver cessão de alimentos ao inquilino.
Como exemplos de inquilinismo vamos destacar as associações do peixe-agulha com a holotúria e das orquídeas e bromélias com troncos de árvores.
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4.1) 0 Peixe-agulha e a Holotúria - o peixe-agulha (Fierasfer) possui um corpo fino e alongado. Ele penetra no corpo da holotúria, conhecida popularmente como pepino-do-mar, para se abrigar. Do corpo da holotúria, o peixe-agulha só sai para procurar alimento, voltando logo em seguida. 0 peixe agulha apenas encontra abrigo no corpo da holotúria, não a prejudicando em qualquer sentido.
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4.2) Orquídeas e bromélias que vivem sobre troncos - a associação entre as orquídeas e as bromélias com troncos de árvores recebe o nome de epifitismo. Por isso, orquídeas e bromélias são denominadas epífitas. Essas plantas conseguem, vivendo sobre os troncos de árvores, o suprimento ideal de luz par realizarem a fotossíntese.
Uma observação muito importante, aqui, é não confundir as orquídeas e bromélias com plantas parasitas. As epífitas são plantas que apenas procuram abrigo, proteção e luz ideal ao crescer sobre outras plantas, mas sem prejudicá-las. As parasitas, como veremos, prejudicam a hospedeira.
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5) Foresia - é a associação entre indivíduos de espécies diferentes em que um se utiliza do outro para transporte, sem prejudicá-lo.
Como exemplo temos a rêmora ou peixe-piolho no tubarão ou, até mesmo, o transporte de sementes por pássaros e insetos.
Relações desarmônicas intra-específicas:
1) Canibalismo - É a interação desarmônica onde um indivíduo mata e devora outro de mesma espécie.
Pode ocorrer na espécie humana, ratos, peixes e até com aranhas, onde a fêmea mata e devora o macho após o ato sexual.
Relações desarmônicas inter-específicas:
1) Predatismo - é a interação desarmônica na qual um indivíduo (predador) ataca, mata e devora outro (presa) de espécie diferente. A morte da presa pode ocorrer antes ou durante a sua ingestão.
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Os predadores, evidentemente, não são benéficos aos indivíduos que matam. Todavia, podem sê-lo à população de presas. Isso porque os predadores eliminam os indivíduos menos adaptados, podendo, influir no controle da população de presas.
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Tanto os predadores como as presas mostram uma série de adaptações que permitem executar mais eficazmente as suas atividades. Assim, os dentes afiados dos tubarões, os caninos desenvolvidos dos animais carnívoros, as garras de águia, a postura e o primeiro par de patas do louva-a-deus, o veneno das cobras, as telas de aranha são exemplos de algumas adaptações apresentadas pelos predadores.
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Por outro lado, as presas favorecidas pela seleção natural também evidenciam um grande número de adaptações que as auxiliam a evitar seus predadores.
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A produção de substâncias de mau cheiro ou de mau gosto, as cores de animais que se confundem com o meio ambiente, os espinhos dos ouriços, as corridas dos cavalos, veados e zebras são exemplos de processos utilizados pelas presas para ludibriar seus predadores.
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Entre as adaptações apresentadas por predadores e presas merecem destaque a camuflagem e o mimetismo.
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Camuflagem:
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Ocorre quando uma espécie possui a mesma cor (homocromia) ou a mesma forma (homotipia) do meio ambiente.
Exemplos:
- aves e insetos de cor verde
- inseto bicho-pau
- urso polar (branco como neve)
- leão no capim seco
- mariposas iguais a folhas
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Mimetismo:
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Ocorre quando uma espécie possui o aspecto de outra.
Exemplos:
- cobra-coral falsa (não venenosa) imitando a cobra-coral verdadeira (venenosa);
- borboleta vice-rei, que é pequena e comestível por pássaros, imitando a borboleta monarca que é maior e de sabor repugnante aos pássaros.
- mariposas imitando vespas;
- moscas inócuas imitando abelhas;
- borboleta-coruja com asas abertas lembram a cabeça de coruja.
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Observe um gráfico mostrando o número de predadores (lince) e de presas (lebres) em função do tempo.
Alterações cíclicas em populações de lebres e linces no Canadá.
......... 2) Parasitismo - é a associação desarmônica entre indivíduos de espécies diferentes na qual um vive à custa do outro, prejudicando-o . 0 indivíduo que prejudica é denominado parasita ou bionte. 0 prejudicado recebe o nome de hospedeiro ou biosado.
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Os parasitas podem ou não determinar a morte do hospedeiro. No entanto, os parasitas são responsáveis por muitos tipos de doenças ou parasitoses ainda hoje incuráveis. 0 parasitismo ocorre tanto no reino animal como no vegetal.
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Classificação dos parasitas
Os parasitas podem ser classificados segundo vário critérios:
Quanto ao número de hospedeiros
Quanto ao número de hospedeiros, os parasitas podem ser classificados em monoxenos ou monogenéticos e heteroxenos ou digenéticos.
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Monoxenos ou monogenéticos são os parasitas que realizam o seu cicio evolutivo em um único hospedeiro. Exemplos: o Ascaris lumbricoides (lombriga) e o Enterobius vermicularis (oxiúrio).
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Heteroxenos ou digenéticos são os parasitas que só completam o seu ciclo evolutivo passando pelo menos em dois hospedeiros. São exemplos o esquistossomo e o tripanossoma.
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Quanto à localização nos hospedeiros
Quanto à localização nos hospedeiros, os parasitas podem ser ectoparasitas ou endoparasitas.
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Ectoparasitas são os que se localizam nas partes externas dos hospedeiros. Exemplos: a sanguessuga, o piolho, a pulga, etc.
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Endoparasitas são os que se localizam nas partes internas dos hospedeiros. Exemplos: as tênias (solitárias) , a lombriga, o esquistossomo, etc.
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Quanto ao número de células
Quanto ao número de células, os parasitas podem ser classificados em unicelulares ou pluricelulares.
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Quando um parasita unicelular se instala no seu hospedeiro, falamos em infecção. Se o parasita é pluricelular, à sua instalação no hospedeiro dá-se o nome de infestação.
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Holoparasitas e Hemiparasitas
Os parasitas vegetais podem ser de dois tipos: holoparasitas e hemiparasitas.
Holoparasitas são os vegetais que não realizam a fotossíntese ou a quimiossíntese. São os verdadeiros vegetais parasitas. Parasitam os vegetais superiores, roubando-lhes a seiva elaborada.
É o caso do cipó-chumbo, vegetal superior não clorofilado. 0 cipó-chumbo possui raízes sugadoras ou haustórios que penetram no tronco do hospedeiro, retirando deles a seiva elaborada.
.....Hemiparasitas são os vegetais que, embora realizando a fotossíntese, retiram do hospedeiro apenas a seiva bruta. Como exemplo temos a erva-de-passarinho, vegetal superior clorofilado, que rouba de seu hospedeiro a seiva bruta.
Os vegetais hemiparasitas apresentam, portanto, nutrição autótrofa e heterótrofa.
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3) Antibiose ou Amensalismo - é a interação desarmônica onde uma espécie produz e libera substâncias que dificultam o crescimento ou a reprodução de outras podendo até mesmo matá-las.
Como exemplos temos:
- certas algas planctônicas dinoflageladas (do tipo Pirrófitas), quando em superpopulação (ambiente favorável) liberam substâncias tóxicas na água causando o fenômeno da maré vermelha onde ocorre a morte de vários seres aquáticos intoxicados por tais substâncias;
- raízes de algumas plantas que liberam substâncias tóxicas, que inibem o crescimento de outras plantas.
- folhas que caem no solo (ex.: pinheiros) liberam substâncias que inibem a germinação de sementes.
- fungos do gênero Penicillium produzem penicilina, antibiótico que mata bactérias.
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4) Esclavagismo ou Escravismo - é a interação desarmônica na qual uma espécie captura e faz uso do trabalho, das atividades e até dos alimentos de outra espécie. Certas formigas amazonas e formigas foscas, são exemplos.
Um exemplo é a relação entre formigas e os pulgões (Afídeos).
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Os pulgões são parasitas de certos vegetais. Alimentam-se da seiva elaborada que retiram dos vasos liberianos de plantas como a roseira, a orquídea, etc.
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A seiva elabora é rica em açúcares e pobre em aminoácidos. Por absorverem muito açúcar, os pulgões eliminam o seu excesso pelo ânus.
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Esse açúcar eliminado é aproveitado pelas formigas, que chegam a acariciar com suas antenas o abdômen dos pulgões, fazendo-os eliminar mais açúcar.
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As formigas transportam os pulgões para os seus formigueiros e os colocam sobre raízes delicadas, para que delas retirem a seiva elaborada.
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Muitas vezes as formigas cuidam da prole dos pulgões para que no futuro, escravizando-os, obtenham açúcar.
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Alguns autores consideram esse tipo de interação como uma forma de protocooperação, particularmente denominada sinfilia.
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5) Associação competitiva - a competição compreende a interação ecológica em que indivíduos da mesma espécie ou indivíduos de espécies diferentes disputam alguma coisa, como por exemplo, alimento, território, luminosidade etc. Logo, a competição pode ser intra-específica (quando estabelecida dentro da própria espécie) ou inter específica (entre espécies diferentes). Em ambos os casos, esse tipo de interação favorece um processo seletivo que culmina, geralmente, com a preservação das formas de vida mais bem adaptadas ao meio ambiente e com a extinção dos indivíduos com baixo poder adaptativo. Assim, a competição constitui um fator regulador da densidade populacional, contribuindo para evitar a superpopuIação das espécies.
Filos:
Algas unicelulares :
Euglenófitas : Euglena ( flagelada ) . Se o meio não tem alimento , ela passa a fazer fotossíntese , mas se ocorre o contrario ela assume um perfil heterotrófico .
Diatomáceas ( Algas douradas ou Crisófitas ) : carapaça de sílica ( usada industrialmente: cosméticos , pastas de dentes , construção civil ) .
Pirrófitas : dinoflageladas . São as causadoras da maré vermelha , pois começam a se reproduzir desenfreadamente por faltarem predadores naturais .
Algas Pluricelulares:
Clorófitas (clorofíceas ou algas verdes); Unicelulares e Pluricelulares, talófitas. Habita água doce e salgada, solo úmido e troncos. Podem estabelecer relações de mutualismo com outros seres vivos, como os fungos, formando os liquens. Constituem um dos mais importantes componentes do fitoplâncton, são responsáveis pela maior partes da produção de oxigênio moleculares disponível do planeta a partir da fotossíntese. Algumas algas pluricelulares são utilizadas na alimentação.
Feofíceas: ( algas pardas (marrons)): Pluricelulares, quase exclusivamente marinhos, que podem viver no substrato ou flutuando. São Utilizadas na alimentação humana, na indústria de sorvete e também como fertilizantes.
Rodofíceas: (algas vermelhas) Pluricelulares, marinhos. Vivem com os talos fixos no substrato e podem atingir vários metros de comprimento. Podem ser utilizadas como alimento, fabricação de gomas e laxantes.
Protozoa ( protozoários )
Protozoários X animais : os protozoários são seres unicelulares , portanto , não possuem tecidos verdadeiros , e muito menos aparelhos . Alem do mais , eles são heterotroficos que fazem fagocitose , enquanto os animais são heterotroficos por ingestão .
Algas pluricelulares ( mas sem tecidos verdadeiros )
Rodófita ( algas vermelhas )
Feófita ( algas pardas )
Clorófila ( algas verdes - alface do mar )
OBS : Essas algas constituem a principal fonte de oxigênio do planeta . ( Fazem fotossíntese)
- Conjunto de todas as algas : fitoplâncton .
Algas X plantas : As algas não possuem órgãos especializados , como raízes , caules e folhas , que estão presentes nas plantas .
Protozoários:
Classes: Rizópoda ( pseudópodes ), Mastigophora ( flagelados ), Ciliophora ( cílios ), Esporozoa.
OBS: A classificação dos protozoários é baseada na forma de locomoção, de reprodução e de captura de alimentos.
- Cistos: forma de resistência dos protozoários.
Rizópodes:
Entamoeba histolitica : Reveste a parede intestinal , impedindo a digestão. Portanto, e um parasita. E adquirida através da ingestão de cistos . E monoxena .
Amoeba proteus : Vida livre
Entamoeba coli: Relação de comensalismo com o homem , vive no intestino . E monoxena .
Entamoeba gengivales : comensal , vive na boca , monoxeno .
Ciliophora:
Paramécio : vida livre; Vive em água doce ;.Possui dois núcleos:
- macronúcleo: controla o metabolismo da célula.
- micronúcleo: reprodução ( sexuada - conjugação / assexuada - mitose )
- Cistostoma : “boca da célula”
- Citofaringe : “corredor “
Ciliado causador de doença : Balantidium coli - parasita intestinal (contaminação : ingestão de cistos ) - balantidiose
Mastigophora:
Tripanossoma cruzi : Doença de Chagas.
Parasita do sangue e do coração .
Dois hospedeiros: homem ( intermediário) e o barbeiro (intermediário , pertence ao gênero Triatoma e a ordem dos hemipteros , espécie : Triatoma infestans ) - ele não faz reprodução sexuada em nenhum.( heteroxeno )
Localização: Destaque para o norte e leste de MG, ES , GO , BA , RJ , SP .
O Tripanossoma só faz reprodução sexuada ( divisão binaria ) .
Forma de transmissão : fezes do barbeiro , através das quais o parasita entra no corpo ( ferimentos , conjuntiva ocular ) .
Doença relacionada a ocupação da terra , O ciclo deixa de ser silvestre para ser domestico .
Formas do protozoário :
· Fezes do barbeiro : Tripomastigota metaciclica ( forma infectante ) .
· Sangue : Tripomastigota
· miocárdio : amastígota ( alta capacidade de reprodução ).
· Fases da doença :
· Aguda : 15 dias iniciais . Não ha combate , por parte dos anticorpos . Os parasitas estão nadando no sangue . Ha chance de cura . Transmissão em potencial .
· Crônica : Os anticorpos já estão prontos , mas são insuficientes . O protozoário esta fora do sangue e ha acometimento dos músculos : quadro irreversível .
· Sintomas :
· Aguda : invasão súbita do miocárdio - parada cardíaca .
· Crônica : Relaxamento da musculatura do esôfago (megeesofago) e do intestino (megacólon). Além disso há insuficiência cardíaca , cansaço e problemas respiratórios.
· Profilaxia : casas de alvenaria e combate ao barbeiro .
· Doença endêmica .
Trichomonas vaginalis : Tricomoniase
· DST, uso comunitário de roupas intimas , secreções naturais .
· Infeção: mulher - canal vaginal / homem: canal da uretra ( a maioria é assintomatica )
· monoxeno .
Tripanossoma gambiense: ( Doença do sono )
· Apenas na África
· picada da mosca Tsé - Tsé
· Heteroxeno
· Sono profundo / coma
Leshmania brasilienses : Calazar , leshmaniose tegumentar ou ulcera de Bauru.
· Heteroxeno
· Alvo: tecido tegumentar - derme e epiderme. Provoca ulceras na região nasoral . O parasita se instala na derme , nas costas .
· não tem cura, apenas tratamento.
· Profilaxia : eliminação dos animais domésticos contaminados ( reservatório )
· agente transmissor : mosquito palha .
· Relacionada com o problema ecológico .
· Leshmaniose visceral ( Leshimania donovani ) : necrosa as vísceras .
Giardia lamblia :
· Quadro de infecção intestinal .
· Compete com a ameba pois vive no intestino .
· Contaminação : ingestão de cistos .
· fezes cruas / desnutrição .
Esporozoa :
· Malária :
· Agente etimológico : Plasmodium vivax , P. malarie , P. falciforum .
· Agente transmissor : Anopheles ( prego ) , ordem : díptera , família : anophetidae . Somente a fêmea transmite a doença ( através da sua saliva ) .
· Forma do protozoário :
· Esporozoita ( entra no sangue ) ;
· Merozoita ( invade hemácias ) ;
· Trofozoita ( procurando novas hemácias ) ;
· Esquizonte ( dentro das hemácias ) ;
· Gametócitos .
· Acesso malárico ( ou acesso febril): momento da destruição de milhares de hemácias. Em reação as hemácias liberam toxinas, sendo os sintomas (tremores , febre , calafrios e sudorese ) uma reação de defesa do organismo .
Hospedeiro definitivo : mosquito
Hospedeiro intermediário : homem
Conclusão : heteroxeno
Fatores :
· desmatamento
· clima equatorial
Profilaxia :
· vacinação , tratamento dos doentes , etc.
Toxoplasmose :
agente etimológico : Toxoplasma gondi
Transmissão : saliva e urina de animais domésticos .
provoca sintomas como os de uma gripe . Na mulher e mais grave : ela pode passar para o filho , causando hidrocefalia ( formação de edema no cérebro do bebe ) .
Os Poríferos
Representante : Esponja ( animal séssil , que tem o corpo coberto de poros ) .
São considerados parazoas : animais fora do padrão normal , sem órgãos , boca ou anus . Não possuem tecidos verdadeiros , as células formam um aglomerado trabalhando de forma integrada .
Célula típica : Coanócito .
A digestão e somente intracelular .
Animal filtrador , retira o alimento filtrando a água do mar , a água entra pelos poros , (com O2 e alimentos ), cai na cavidade e sai pelo osculo ( com O2 e excretas ).
Parede externa : pinacócito - revestimento
· Porócito : forma poros .
· Amebócitos : gametas na época de reprodução.
Estrutura esquelética entre as paredes interna e externa ( ha espículas e rede de espongina).
Mesênquima : material entre os pinacócitos e Coanocito , onde se localizam as espículas.
Tipos básicos : ascon , sicon e leucon .
Reprodução :
Assexuada : devido a sua grande capacidade de regeneração , por brotamento ou gemulação .
Sexuada : Os amebócitos se diferenciam em óvulos e espermatozóides . A fecundação ocorre geralmente na parede . Da fecundação surge uma larva ( desenvolvimento indireto e interno ) . A natureza evita auto fecundação - os gametas amadurecem em épocas diferentes .
Não é nem diblástico nem triblástico .
Utilidade : usada como bucha de banho.
Os celenterados :
Representantes:
Anthozoa: corais e anêmonas do mar.
Diblástico
Órgão verdadeiro : boca , cavidade gastrovascular ( circulação , digestão extra celular seguida de intracelular ) - aparelho digestivo incompleto .
Sistema nervoso difuso .
Presença de célula sensorial ( cnidoblastos - célula típica ) . Esta célula , através da ingestão de um filamento de substância urtigante , consegue capturar alimento e se defender .
Gastroderme ( reveste cavidade ) : é um epitélio secretor , produz enzimas .
Não ha excreção : sistema separado do digestivo .
Respiração : por difusão .
Representantes : pólipos ( sesseis ) e medusas ( flutuantes ).
Reprodução :
Por brotamento , regeneração ou estrobilação ( fatiamento do pólipo - alternância de gerações - metagenese ) .
Sexuada : fecundação interna , desenvolvimento indireto .
Simetria radial , diblástico , tubo digestivo incompleto .
Filo Platelmintos
Novidades evolutivas:
· Mesoderme (triblástico) - tecido muscular / tecidos conjuntivos
· Acelomado
· Protostômo: tubo digestivo com uma abertura
· Sistema nervoso ganglionar ( entre o difuso e o cefalizado ) formado por gânglios nervosos.
· aglomeração de neurônios
· órgão sensorial - Ocelos - Aurícula
Célula excretora: ( Célula Flama)
· Retira excretas nitrogenadas dos tecidos
· Planária - Percebe sombra e luz - fotorreceptor
· Aurícula - percebe substâncias Quimiorreceptor
Classe Cestoda
|
Taenia solium e Taenia saginata
| · Modo de vida : Endoparasita · Corpo : com uma cabeça ( escolex ) e segmentos (proglotes ) . · Epiderme : Epitélio com cutícula protetora . · Órgãos externos especiais : ventosas , e as vezes , ganchos de quitina . · Sistema digestivo : ausente · Sexo : Hermafrodita · Desenvolvimento : Indireto , com larvas . · Doença : teníase e Cisticercose . |
· Teníase : A pessoa ingere o cisticerco , na carne ma cozida . A larva se desenvolve no intestino e realiza a autofecundação.
Classe Turbelária : vida livre na água;
· Representante : planaria .
Classe Trematoda :
· Parasitas
· Representantes : Schistosoma mansoni , Fasciola sp.
Ciclo Reprodutivo do Schistosoma :
Shistosoma mansone
Parasita intestino/fígado/baço
Doença: Esquistossomose ( Barriga d’água)
Ventosa - boa adaptação da vida parasitária
Dimorfismo sexual - sexos distintos
Profilaxia (prevenção):
¨ Saneamento básico
¨ Rede de esgoto
¨ Tratamento da água
¨ Coleta de lixo
¨ Não utilizar água parada
¨ Tratamento das pessoas contaminadas
¨ Controle biológico dos caramujos
Sintomas :
Aguda -
¨ Mal estar
¨ Cansaço
¨ Problemas gastrointestinais
¨ Fezes com muco, sangue e cólicas
Crônica -
¨ Barriga d’água
Asquelmintos: (Nematelmintos )
Novidades evolutivas : Pseudocelomados
protostômios ( Tubo Digestivo completo ) .
Simetria bilateral .
Sistema Excretor ( célula em H ) .
Sistema nervoso ganglionar .
Digestão extra e intracelular .
A maioria e dióica .
Retira as excretas do Pseudoceloma.
Doenças causadas por asquelmintos :
Ascaridíase : Ascaris lumbricoides
Sintomas : Bronquite , complicações pulmonares , convulsão , cólicas , enjôo , obstrução intestinal .
Transmissão : Via oral , pela ingestão de ovos .
Profilaxia : Higiene pessoal , uso de sanitários .
Dermatite serpiginosa : Ancylostoma brasilienses
Sintomas : Parasita anormal do cão . Parasita acidental da pele humana , onde causa plurido e infecção .
Transmissão : As larvas penetram na pele .
Profilaxia : Evitar o contato da pele com a areia das praias freqüentadas por cães .
Oxiuriose ( Enterobiose ) : Enterobius vermiculares
Sintomas : Forte irritação e plurido anal , distúrbios intestinais .
Transmissão : ingestão de ovos .
Profilaxia : higiene pessoal.
Elefantíase ( filariose ) : Wuchereria bancrofti
Sintomas : Linfagite , linforragia , edema nas pernas , seios e saco escrotal .
Transmissão : Pela picada do pernilongo ( díptero ) Culex fatigans .
Profilaxia : Destruição dos insetos .
Ancylostomose ( opilação , amarelão ) : Ancylostoma duodenale
Sintomas : ulcerações intestinais , diarréia , anemia profunda , enfraquecimento , geofagia ( habito de comer terra ) .
Transmissão : As larvas rabolitóides penetram na pele .
Profilaxia : Uso de calçados e sanitários .
Os ANELÍDEOS :
· Celomados
· Simetria bilateral
· triblástico
· protostômio
· Sistema digestivo completo ( boca e anus )
· Sistema nervoso ganglionar - ventral
· Sistema excretor com nefrídeos
· Sistema circulatório fechado
· Sistema respiratório cutâneo ou branquial
· Sistema reprodutor desenvolvido
Classes :
Oligoquetos : existência de pequenas cerdas de quitina ao longo do corpo que auxiliam na locomoção . Ex: minhocas , minhocuçu .
Poliquetos : Representam os anelídeos de água salgada dotados de projeções laterais denominadas parapódios onde são encontradas numerosas cerdas . A cabeça e diferenciada possuindo olhos e tentáculos especializados para tato e olfato . A respiração pode ser cutânea ou branquial e os sexos são separados . No desenvolvimento embrionário , observamos uma fase larvaria ciliada denominada trocofora . Ex : nereis , eunice ( verme palolo ) , tubícolas , etc.
Hirudíneos : São vermes aquáticos ou terrestres de corpo achatado dorso - ventralmente . Possuem sempre uma grande ventosa posterior , e algumas vezes , uma anterior . Podem ser parasitas ou predadores e apresentam nenhum tipo de cerdas . Respiração cutânea , hermafroditas ( monóicos ) e desenvolvimento direto. * O nome vem de hirudina (substância anti-coagulante presente na saliva de alguns representantes . Ex : sanguessugas .
A minhoca :
corpo coberto por cutícula de quitina
sob a epiderme , apresenta 2 camadas de musculatura , uma circular , outra longitudinal.
tiflossole : prega longitudinal do intestino que aumenta a superfície de absorção de alimentos.
Respiração cutânea : troca de gases através da pele.
Fecundação cruzada .
Anelídeos - complementação :
Ao contrário dos asquelmintos, os anelídeos são vermes segmentados. Podem ser terrestres (minhocas), marinhos (poliquetos) e dulcíolas (Sanguessuga).
Uma importante característica do grupo é a presença do celoma. O celoma é todo delimitado por epitélio de origem mesodérmica, uma camada epitelial envolve o intestino. O celoma funciona como um verdadeiro “esqueleto hidrostático” que dá firmeza ao corpo do verme.
Grupos de Anelídeos
Existem três classes de anelídeos: Oligoquetos, Poliquetos e hirudíneos.
Oligoquetos
Os Oligoquetos constituem o grupo das minhocas. O nome se refere à existência de pequenas cerdas de quitina na região ventral ao longo do corpo, que auxiliam na locomoção.
As minhocas vivem em solo úmido, rico em restos orgânicos de várias origens, dos quais se alimentam.
- Na busca de alimento elas escavam galerias na terra promovendo um bom arejamento do solo.
- Ao defecarem, eliminam especialmente restos de vegetais parcialmente triturados, misturados à terra ingerida que passou pelo tubo digestivo. Esse material é chamado de húmus de minhoca, é rico de minerais , especialmente cálcio, sendo portanto excelente adubo.
- Numa atividade incessante, as minhocas reciclam as camadas do solo e melhoram sua granulação, tornando-o menos compacto e mais propício para o uso agrícola.
Poliquetos
Os poliquetos são ativos predadores que nadam livremente, ou vivem enterrados na areia ou no interior de tubos que eles mesmos constróem.
Em cada segmento corporal, eles tem um par de expansões laterais, os parapódios, onde se prendem tufos de cerdas que funcionam como remos para a natação.
Hirudíneos
Este grupo é constituído pelas sanguessugas que não possuem cerdas e são hermafroditas. (Monóicas). Ela vivem em água doce e se alimentam do sangue de vários vertebrados, fixando pelo meio das ventosas.
A hirudina é uma substância produzida em suas glândulas salivares que é anticoagulante de importância farmacêutica .
As minhocas - estrutura e função
O corpo das minhocas é cilíndrico, alongado com dezenas de anéis, no terço anterior do corpo mostra o clitelo, grupo de segmentos de uma cor mais clara.
A epiderme é um epitélio simples, com glândulas mucosas, recoberta por uma fina cutícula de quitina permeável. Sob a epiderme fica dois tipos de musculatura, uma longitudinal e a outra circular.
O sistema digestivo é completo. Na sua porção inicial, há um papo e uma moela que respectivamente armazena e tritura os alimentos.
O sistema circulatório é fechado, pois os vasos sangüíneos apresentam total continuidade no interior dos tecidos.
A respiração é cutânea, ou seja, a troca de gases ocorre através da pele, que, por isso, deve ser mantida úmida. Nos poliquetos ao contrário, possuem brânquias ramificadas na região dorsal dos parapólios, ou agrupadas em círculos na cabeça.
A excreção feita por nefrídios, havendo um par por segmento. Ele recolhe a excreção do liquido celomático e elimina por um canal que termina em um poro ventral.
O sistema nervoso é glanglionar. Há um glânglio cerebral e outro subfaríngeo, ligados ao anel nervoso ao redor da faringe.
Nos anelídeos, há células táteis e foto e quimioreceptoras, dispersas no epitélio. Os poliquetos têm olhos bem desenvolvidos.
Reprodução
As minhocas são hermafroditas (Monóicas) e a reprodução é apenas sexuada. Após a separação dos dois vermes em troca, ocorre em cada um a eliminação dos óvulos pelos poros femininos. A fecundação é externa.
Os Artrópodes
Introdução:
Os artrópodes atuais vivem no fundo dos mares como camarão e lagosta, ou fixos, como as cracas. Há muitas espécies de água doce, especialmente os crustáceos e alguns insetos, mas o maior número delas é terrestres, bem adaptadas aos campos, desertos e matas tropicais.
Os artrópodes têm grande importância médica e parasitológica, caso dos produtores de toxinas; dos parasitas de plantas e de animais; e dos transmissores de parasitas para o homem.
Características: Os artrópodes podem ser caracterizados como animais de simetria bilateral, segmentados, protostômios, triblásticos e celomados, o que, como já vimos, ocorre também com os anelídeos. No entanto, duas novidades surgem no grupo: um esqueleto externo de quitina e os apêndices ou extremidades articuladas.
O esqueleto, uma “armadura externa”: O esqueleto externo, ou exoesqueleto, envolve o esqueleto e as apêndices dos artrópodes como uma armadura. Seu principal constituinte é a quitina. Essa substância, além de conferir proteção sustentação mecânica é também um excelente eficiente isolante, evitando a desidratação nas espécies terrestres.
O problema do crescimento foi resolvido pela ocorrência das mudas ou eclises. Na maioria dos artrópodes, o exoesqueleto velho se rompe por uma fenda longitudinal no dorso ou nos lados do corpo, sendo abandonado pelo animal. No início a casca é bastante mole permitindo que o animal cresça essa fase porém é rápida pois ele fica desprotegido, à mercê dos predadores.
Apresentamos a seguir as cinco classes de artrópodes: insetos, crustáceos, aracnídeos, quilópodos e diplopodos.
Os Insetos
A excepcional capacidade de adaptação levou-os a ocupar praticamente todos os ambientes, exceto os mares. Dentre outras características, o desenvolvimento do sistema nervoso de órgãos sensoriais, a organização social de alguns grupos foram um dos fatores que permitiram o sucesso evolutivo.
Os insetos cumprem um importante papel ecológico nos ecossistemas: polinizam as plantas, servem de alimentos a outros animais e até produzem alimentos como o mel. Causam prejuízos a lavoura, com predação e parasitismo. Além de serem parasitas para animais domésticos e para o homem.
Morfologia externa
O corpo dos insetos é marcadamente subdividido em três partes: cabeça, tórax e abdome, cada uma delas apresentando vários segmentos.
Na cabeça há sempre duas antenas. Ventralmente há um aparelho bucal, constituído por três peças, adaptado a diferentes modo de captar e preparar o alimento para ser dirigido.
¨ Aparelho triturador
¨ Aparelho picador
¨ Aparelho sugador
¨ Aparelho lambedor
O tórax tem três segmentos, cada uma seles com um par de patas. Por isso se falam em insetos hexápodos.
O abdome é simples, sem apêndices e pode apresentar na região terminal o ovopositor, para a postura dos ovos. Aí também localiza-se o “ferrão” das abelhas e vespas. Ventralmente, em cada segmento, são observados pequenos pontos laterais no abdome (estigma ou espiráculos), que são as aberturas dos órgãos respiratórios.
Morfologia interna
Os insetos tem sistema digestivo completo, com boca, faringe, glândulas salivares, papo estômago químico, estômago mecânico (proventrículo), intestino e ânus. No estômago químico desembocam vários cecos, tubos fechados que produzem enzimas digestivas.
O sistema circulatório é do tipo aberto (lacunoso), pois do coração saem alguns vasos que terminam em lacunas. O coração é um tubo muscular longitudinal dorsal.
A respiração é feita por traquéias é portanto uma grande rede de canais associados a sacos aéreos, que permite uma difusão livre, direta dos gases respiratórios para dentro das células.
A excreção é feita por túbulos de malpighi. Em toda a extensão, as paredes destes túbulos removem excretas das lacunas corporais. na luz deles precipitam cristais de ácido úrico, que são arrastados com líquidos até o intestino e expulsos misturados as fezes.
O sistema nervos é representado por vários gânglios concrescidos, localizados na cabeça, formando uma grande massa cerebral.
Reprodução
A reprodução é sexuada. É comum o dimorfismo sexual. A fecundação é interna. Podemos definir três tipos de desenvolvimento, que são critérios usados na classificação:
Ametábulos - insetos sem larva; portanto não sofrem metamorfose. Ex: traças.
Hemimetábulos - com metamorfose parcial, pois o inseto jovem já é semelhante ao adulto. Ex: gafanhoto e barata.
Holometábulos - com metamorfose total. Há as seguintes fases de vida: ovo, larva, pupa e imago (adulto).
Os Crustáceos
A grande classe dos crustáceos possuem espécies especialmente aquáticas, embora alguns vivam em terra úmida, como é o caso dos tatuzinhos de jardim.
O nome do grupo vem de crusta pois o esqueleto é normalmente muito duro, com forte impregnação calcária.
As extremidades articuladas são bífidas, bifurcadas, isto é, têm basicamente dois ramos um externo (exopodito) e um interno (endopodito) com uma série de artículos cada um. O copo apresenta um cefalotórax resultante da união da cabeça e do tórax. .
Grupos de crustáceos
Os entomostráceos, mais primitivos, e os crustáceos superiores são dois grupos que estudaremos.
Nos entomostráceos merecem a citação duas importantes ordens, os copepódos e os cirrípedes.
Os Copepódos e os Cirrípedes.
Os copepódos , são crustáceos microscópios constituintes principalmente dos zooplâncton. No grupo dos cirrípedes, são animais que aparecem com moluscos devido sua carapaça rígida que os envolve.
Os crustáceos superiores
É a principal ordem dos crustáceos com espécies mais conhecidas e de maior porte como o camarão e a lagosta.
O camarão
Este decápodo têm um forte cefalotórax, mostrando na região anterior um par de olhos. compostos e dois pares de antenas.
Os camarões são grandes lixeiros do mar, pois se alimentam de restos orgânicos de várias origens acumulados no fundo lodoso dos mares, especialmente na faixa litorânea.
A circulação é lacunosa. e as lacunas são celomáticas. A respiração é branquial. A excreção se faz por duas glândulas verdes, retirando excretas solúveis diretamente do celoma, eliminando-os por poros na base das antenas dois. O sistema nervoso têm gânglios cerebrais e uma cadeia de gânglios ventrais de onde partem as inervações para os órgãos.
Reprodução - Os camarões como os demais crustáceos, são de sexos separados e têm desenvolvimento indireto. Quando o abdome é reduzido chamamos de braquiuros, do contrário chamamos de macruros.
Artrópodes quelicerados
Enquanto os antenados, são representados pelos insetos, crustáceos e miriápodes, os quelicerados, que não tem antenas, são representados especialmente pela grande classe dos aracnídeos, com várias ordens.
As quelíceras são apêndices articulados, com várias formas e funções, localizados na região bucal. Podem ser inoculadores de veneno, preensores ou ainda estiletes perfurantes, para sugar sangue.
Os aracnídeos
Os aracnídeos são uma importante classe de artrópodes, com muitas espécies sendo a maioria terrestres.
Anatomia interna
Uma vez capturada a presa, os aracnídeas injetam nela seus sucos digestivos, que vão efetuar a digestão extra-intestinal, em seguida eles sugam uma pasta, alimento já praticamente pré-digerido.
A respiração é feita por filotraquéias. Cada filotraquéia é um conjunto de lâminas paralelas que têm suas faces externas em contato com o ar e a face interna banhada pelo sangue das lacunas.
A circulação é lacunosa e o coração é dorsal, abdominal.
A excreção é feita por túbulos de malpighi, como nos insetos. Há também glândulas coxais que eliminam nas pernas uma espécie de guanina e ácido úrico.
O sistema nervoso apresenta um cérebro, um anel nervoso ao redor do tubo digestivo e uma cadeia ganglionar ventral, basicamente no mesmo padrão dos insetos.
Reprodução - Os aracnídeos são animais de sexos separados e a fecundação e interna. Os aracnídeos são vivíparos ou ovíparos.
Os diplopodos e os quilópodos :
| Diplopodos | Quilópodos |
| · herbívoros · lentos · enrolam-se em espiral · Secção corporal circular · 1 par de antenas curtas · 2 patas curtas por segmento · sem forcípulas , sem veneno · grande numero de segmentos | · carnívoros · rápidos · não enrolam-se · secção corporal achatada · 1 par de antenas longas · 1 par de patas longas por segmento · com forcipulas e veneno · pequeno numero de segmentos |
· Filo das ostras , caramujos , lesmas ,etc. A maioria vive no mar: animais de corpo mole , com ou sem concha. Concha com duas valvas nos bivalvos ; uma valva nos gastrópodes que apresentam concha e lesmas sem concha; cefalópodes( lula com concha interna, polvo sem concha e nautilus com concha externa.).
· Simetria bilateral , triblásticos , celomados , protostômios .
· 3 partes : cabeça , pé e massa visceral .
· Classes : monoplacofora, anphineura, Bivalva (ostras , mexilhoes , mariscos), Gastrópoda (caramujos, lesmas), Cephalopoda (polvo, lula, nautilus)
· Aspectos anatômicos e fisiológicos: O pé nos gastrópodes tem função de deslizar , nos cefalópodes de capturar presas, nos bivalvos cavar .
· manto : revestimento da massa visceral.
epiderme : é rica em glândulas. Concha constituída por carbonato de cálcio.
Sistema digestivo :
Completo, com hepatopâncreas: despeja secreções digestivas no estômago. Digestão extra e intracelular, com exceção dos bivalvas, que filtram seu alimento. Os gastropodes apresentam rádula na boca ,que serve para raspar o alimento. Os cefalópodes possuem mandíbulas quitinosas. Os bivalves possuem palpos labiais e estilete cristalino, localizado no ceco gástrico .
Sistema circulatório
Aberto, transporta gases e nutrientes. Composto por coração ( envolvido pela pericardia - resto do celoma ) , vasos sangüíneos e hemocelas .
Sistema respiratório :
Branquias e pulmões
Sistema excretor :
Nefrídeos .
Sistema nervoso e sensorial
Pares de gânglios unidos por cordões nervosos , os mais importantes são os cerebróides , ha também os pedais e os viscerais .
Echinodermata
CARACTERIZAÇÃO
O filo Echinodermata é composto de animais marinhos que se distinguem por uma simetria radial pentâmera, um endoesqueleto de ossículos calcários, ossículos espinhosos na superfície do corpo e um sistema de canais celomáticos e apêndices do corpo, os pés ambulacrários (sistema hidrovascular), que é usado para a nutrição e a locomoção. Em geral, os sexos são separados, a fertilização é externa e o desenvolvimento é planctônico. Existe comumente uma larva bilateral que nada e se alimenta por meio de faixas ciliadas enroladas no corpo.
A diversidade do grupo é significativa sendo divididos nas seguintes classes: Crinoidea, Holuthuroidea, Echinoidea (com as seguintes subclasses Perischoechinoidea, Euechinoidea), Ophiocistioidea, Stelleroidea (com as seguintes subclasses Asteroidea, Ophiuroidea, Somasteroidea).
STELLEROIDEA
A classe Stelleroidea contém equinodermos nos quais o corpo é composto por um disco central e braços radiais. Na subclasse Asteroidea os braços não são distintamente separados do disco central.
Os asteróides movem-se por meio de pés ambulacrários localizados dentro dos sulcos ambulacrários. Os pés ambulacrários são estendidos por pressão hidráulica gerada pela contração das ampolas bulbiformes. Em muitas espécies, ventosas nas extremidades dos pés ambulacrários permitem a fixação ao substrato.
Os braços podem ser dobrados ou torcidos permitindo á estreia-do-mar mover-se sobre superfícies irregulares, capturar presas e endireitar-se. O movimento dos braços é possibilitado por uma organização reticular de ossículos dentro da derme e por camadas musculares circulares e longitudinais na parede do corpo.
O grande celoma supre o transporte interno e evaginações da parede do corpo (pápulas) são os locais de excreção e trocas gasosas. Entretanto, as finas paredes dos pés ambulacrários constituem uma superfície adicional significativa para as trocas.
O comportamento alimentar está relacionado não apenas á dieta mas também ao comprimento dos braços. As espécies predadoras de braços curtos engolem a presa inteira. Aquelas com braços longos evertem o estômago e digerem parcialmente a presa fora do corro. Aquelas estrelas-do-mar que têm como presas moluscos bivalves, colocam o estômago entre as valvas do molusco. Algumas espécies usam o estômago evertido como um esfregão para remover material orgânico de vários tipos de superfícies. As espécies de águas profundas são comumente comedoras de depósito.
As estrelas-do-mar que habitam substrato mole possuem geralmente pés ambulacrários pontiagudos, ampolas duplas e as paxilas mantêm as pápulas limpas de sedimento. Pedicelárias, que estão restritas a certos grupos de estrelas-do-mar, atuam provavelmente na limpeza da superfície do corpo de organismos que nela se instalem.
Há usualmente duas gonadas em cada braço saindo os gametas por gonóporos interradiais. O desenvolvimento leva a uma larva bipinária na qual as faixas ciliadas estão localizadas sobre os longos braços larvais. Com a formação das estruturas de fixação, a larva é chamada braquiolária e está preparada para a instalação. Após a instalação e fixação, a larva sofre metamorfose na qual os braços larvais degeneram, o lado esquerdo torna-se a superfície oral e o corpo do adulto deriva-se da porção posterior do corpo larval.
OPHIUROIDEA
Na subdasse esteleróidea Ophiuroidea, os longos e estreitos braços são nitidamente separados do disco central. Considera-se os ofiuróides como o mais bem sucedido grupo de equinodermos. Seu sucesso provavelmente está relacionado á sua motilidade, diversidade de hábitos alimentares e pequeno tamanho. Todas estas características permitiram que os ofiuróides explorassem habitats inacessíveis aos outros equinodermos.
Os ofiuróides movem-se rapidamente saltando e impelindo-se com seus braços flexíveis. Os espinhos braquiais laterais fornecem a tração. Os braços são ocupados por grandes ossiculos (vértebras) que se articulara entre si em uma coluna horizontal. Os músculos intervertebrais são responsáveis pelo movimento. A maior parte dos ofiúros pode mover seus braços apenas lateralmente mas, nos gorgonocefalideos, a articulação vertebral permite o movimento em qualquer direção, podendo os braços ser enrolados. Os pés arnbulacrários não são usados para a locomoção.
As vértebras são cobertas por ossiculos superficiais achatados chamados escudos aos quais estão associados os espinhos. Os ossiculos vertebrais restringem o celoma a uma pequena câmara dorsal.
Correlacionada á redução do celoma o sistema hidrovascular não tem ampolas. Os canais laterais e radiais assumem a função das ampolas. O madreporito localiza-se em um dos escudos orais.
O reduzido celoma braquial restringe a maior parte das trocas gasosas a cinco pares de invaginações em forma de bolsa (as bolsas respiratórias) no lado oral do disco.
A alimentação dos ofiuróides inclui, em uma dada espécie, um ou todos os seguintes mecanismos: alimentação saprofágica recolhendo o alimento com os braços, alimentação de depósitos usando os pés ambulacrários e alimentação de suspensões usando os pés ambulacrários e filamentos mucosos estendidos entre os espinhos. Estes métodos permitem a muitas espécies alimentarem-se sem abandonar seus refúgios protetores. A principal função dos pés ambulacrários nos ofiuróides é a de coleta e transporte de alimento. Os gorgonocefalideos usam seus braços para formar um leque parabólico perpendicular à corrente de água e capturar zooplâncton com as pontas das ramificações dos braços.
As gônadas dos ofiuróides estão associadas ao lado celomático das bolsas respiratórias as quais fornecem uma saída para os gametas e servem de local de desenvolvimento para as espécies incubadoras. Nas espécies não-incubadoras, o desenvolvimento leva a uma larva ofioplúteo a qual sofre metamorfose antes de instalar-se.
ECHINOIDEA
Na classe Echinoidea, o corpo esférico ou achatado não se estende formando braços. A superfície é coberta por espinhos móveis os quais articulam-se com uma carapaça de ossículos suturados. As áreas ambulacrárias contendo os pés ambulacrários alternam-se com áreas interambulacrárias organRadas em meridianos em torno do corpo. As placas da carapaça são perfuradas para a saída de gametas e para a passagem dos canais que conectam os pés ambulacrários com as ampolas. Uma placa genital funciona como madreporito. Relacionado à presença de uma rígida carapaça esquelética está o fato de que a parede do corpo carece de uma camada muscular interna. Pedicelárias pedunculadas tridentadas dão proteção contra organismos que por ventura se instalem na superfície do corpo.
Os equinóides regulares ou ouriços-do-mar estão em geral adaptados para viverem sobre substratos firmes. Acredita-se que o corpo radial globoso provido de longos espinhos seja primitivo para a classe. Os ouriços-do-mar movem-se por meio de pés ambulacrários e impulsos dos espinhos.
A maior parte dos ouriços-do-mar alimenta-se raspando algas, organismos incrustantes e detritos de superfícies duras. O aparelho raspador é um órgão complexo composto por numerosos ossículos, cinco dos quais funcionando como dentes.
Cinco pares de evaginações orais (brânquias) atuam nas trocas gasosas.
Os equinóides irregulares estão adaptados para cavarem através de substratos moles. O corpo é coberto por um grande número de diminutos espinhos. Os espinhos são úteis, não apenas para locomoção e escavação, como também para manter o sedimento afastado da superfície do corpo. A forma grandemente achatada das bolacha-da-praia é, provavelmente, uma adaptação para escavações rasas.
Relacionando aos seus hábitos cavadores, o mesmo ambúlacro é sempre dirigido para frente e desenvolveram-se graus variados de bilateralidade secundária. Em todos os equinóides irregulares o ânus moveu-se para fora do centro aboral em direção á margem posterior ou da lúnula posterior. Nas bolachas-da-praia a boca permanece no centro da superfície oral; nos ouriços cordiformes, todo o centro oral dirigiu-se para frente.
Os equinóides irregulares são largamente comedores de depósitos. Os pés ambulacrários são utilizados para coleta de alimento (ouriços cordiformes) ou para transporte de alimento (bolachas-da-praia).Nos equinóides irregulares, pés ambulacrários aborais modificados (pctalóides) atuam nas trocas gasosas.
A larva dos equinóides é um equinoplúteo. A metamorfose ocorre mais para o final da existência planctônica e na época da instalação, mas não há um estágio fixado.
HOLOTHUROIDEA
Os membros da classe Holothuroidea distinguem-se pelo corpo cilíndrico no qual o eixo oral-aboral é grandemente alongado, pela redução do esqueleto a ossiculos microscópicos e pelos pés ambulacrários anais tentaculares.
Como conseqüência do alongamento do eixo oral-aboral, os holotúrias deitam-se de lado. Como a maior parte das espécies deita-se sobre os mesmos três ambúlacros (sola), esta postura levou a alguma simetria bilateral. Os ambúlacros ventrais nas formas bilaterais têm pés ambulacrários bem desenvolvidos; os ambúlacros demais têm pés ambulacrários reduzidos.
Algumas holotúrias são habitantes da superfície, algumas vivem sob rochas ou alojam-se em fendas, algumas cavam e outras (principalmente as formas de águas profundas) são pelágicas. Os pés ambulacrários são usados para arrastar-se e agarrar a superfície. Um grupo de cavadores vermiformes perdeu seus pés ambulacrários locomotores e se move por contrações peristálticas.
As holotúrias são comedoras de suspensões e de depósitos. A superfície tentacular coberta de muco capta partículas quando varre o fundo ou quando se estende n'água. O material celerado é removido pela ação sugadora da faringe quando os tentáculos são colocados na boca.
O sistema hidrovascular é peculiar por possuir um madreporito no celoma. Evaginações internas ramificadas da parede posterior do intestino (árvores respiratórias) são órgãos para as trocas gasosas. O fluido celomático contribuiu para o transporte interno mas muitas holotúrias possuem também um bem desenvolvido sistema hemal.
Os gametas provenientes da gônada única saem através de um gonóporo intertentacular. O desenvolvimento leva a uma larva doliolária em forma de barril. A metamorfose ocorre antes da instalação.
CRINOIDEA
Os membros da classe Crinoidea, que inclui os lírios-do-mar pedunculados e fixos e os crinóides apedunculados e livres, são os únicos equinodermos viventes nos quais a superfície oral está dirigida para cima. Esta condição também é verdadeira para a maioria dos equinodermos do Paleozóico.
A coroa dos crinóides pedunculados e apedunculados é composta de múltiplos braços ao redor de um forte cálice central, que é coberto por uma parede membranosa oral, o tégmen. O tégmen contém a boca no centro e o ânus para um lado.
A multiplicidade de braços resulta da ramificação basal de um arranjo originalmente pentâmero. Os braços possuem numerosos ramos laterais pequenos (pínulas) e a superfície oral de todos os ramos, incluindo as pínulas, contém um sulco ambulacrário ciliado.
Fortes ossículos fazem parte do pedúnculo relativamente sólido, dos cirros, dos braços e das pínulas. Fortes ossículos também estão localizados dentro da parede do cálice.
Os lírios-do-mar sésseis podem flexionar o pedúnculo e desenrolar os braços quando estão se alimentando. Os comatulídeos se fixam com os cirros e rastejam e nadam com os braços.
Os crinóides são comedores de suspensões e os pés ambulacrários, ao entrarem em contato com o zooplâncton ou outras partículas suspensas, efetuam movimentos, levando as partículas para o sulco ambulacrário. Os cílios ambulacrários transportam as partículas envoltas em muco ao longo dos braços até a boca. Os braços são mantidos como um funil ou, quando uma corrente, como um leque circular ou plano. Os múltiplos braços e pínulas proporcionam a área necessária para este tipo de alimentação.
Os gametas são produzidos nos braços, que também são os locais de incubação, quando isto ocorre. O desenvolvimento resulta em uma larva vitelária em forma de barril. A metamorfose ocorre após a instalação e fixação. Os comatulídeos passam por um estágio pedunculado (pentacrinóide) antes da coroa libertar-se.
Filo Cordata
Neste reino estão incluídos todos os vertebrados e ainda um grupo mais primitivo : Os protocordados. Os cordados são animais triblásticos, segmentados , deuterostômios e de simetria bilateral .
Protocordados : Animais cuja notocorda é persistente, assim não possuem coluna vertebral
Ex : anfioxo
Características dos cordados :
Notocorda : eixo esquelético, maciço e flexível, localizada na linha mediana dorsal do corpo. Nos cordados mais evoluídos, a notocorda estimula o crescimento da coluna vertebral.
Tubo neural dorsal ( tubo nervoso ) : O.E : Ectoderme - Dele saem os nervos, com fibras que enervam os órgãos internos e a musculatura .
Fendas Branquiais ou faringeanas : Se modificam e se transformam em pulmões ou branquias. Permitem a saída de água que entra pela boca, trazendo partículas nutritivas em suspensão.
OBS: Aparelho digestivo e derivado do respiratório. Essa região e muito vascularizada para que hajam as trocas gasosas .
Os grupos de cordados
Protocordados :
1 - Sub - filo Cefalocordata :
Representante : Anfioxo
Características: As fendas faringeanas tem função nutridora e respiratória. - A notocorda fica sob o tubo neural , paralela a ela o celoma é reduzido, ao redor da faringe fica o átrio ( grande cavidade para onde se dirige toda água que atravessou as fendas faringeanas e que será eliminada pelo atrióporo, uma pequena abertura na região ventral posterior, antes do ânus.
A musculatura é muito desenvolvida
2 - Subfilo Urocordata :
Representante : Ascídia.
Características : fixas
Corpo revestido por túnica protetora
Sifão exalante : por onde entra água que vai ate a faringe ampla, com fendas branquiais, onde ocorre a troca de gases e a aglutinação das partículas alimentares, que são passadas para o estômago por batimento ciliar. Lateralmente fica o sifão por onde sai a água, arrastando excretas e até gametas.
3 - Subfilo hemicordata :
Representante : Balanoglossos
4 - Sub - Filo Vertebrata :
1 - Classe Agnata / Ciclostomata : Lampréia e feiticeira
Animais sem mandíbula, boca circular
2 - Super-classe peixes - classes:
a) Condrictes : Peixes de esqueleto cartilaginoso. EX : Tubarão . raias , cações.
b) Osteictes : esqueleto ósseo . EX : Traíra
3 - Super-classe Tetrápoda - classes :
a) Anfíbia
b) Reptília
c) Aves
d) Mamália
Notocorda: Eixo dorsal de origem mesodérmica com a função de sustentação dos feixes musculares do embrião. De origem mesodérmica.
Associação “Notocorda” e “Coluna Vertebral” - Estimula a criação da coluna vertebral
Cordatas primitivos
A notocorda é persistente
» Protocordatos
Anfioxo:
» Não tem coluna vertebral e a notocorda é aparente desde a fase de larva até a adulta.
» Vertebrata
Lampréia
» Possui notocorda e coluna vertebral rústica.
Tubo neural dorsal: Origem ectodérmica.
Sistemática do filo Cordata
| Subfilo | Super classe | Classe | Indivíduos | Características |
| Cefalocordatas | Anfioxo | Corpo alongado. A notocorda vai da cabeça à cauda. | ||
| Urocordatas | Ascídia | Larvas com notocorda apenas na cauda, adultos fixos, sem notocorda e cauda. | ||
| Hemicordata | Balanoglosos | Corpo vermiforme, muitas fendas faringeanas. | ||
|
| Agnata/ ciclostomata | Lampreia / Feiticeira | Corpo alongado, boca sugadora, com dentes córneos, raspadores. | |
|
| Peixes | Condríctes | Tubarão, raias, cações | Esqueleto cartilaginoso. Pele com escamas placóides. |
|
| Osteíctes | Traíra e sardinha | Esqueleto ósseo. Presença de opérculo, pele com escamas ciclóides e ctenóides. | |
| Vertebrata | Anfíbia | Sapos e salamandras | Pele mucosa com finíssima camada córnea. | |
|
| Tetrápoda | Reptilía | Jacaré e tartaruga | Pele seca, impermeável. Camada córnea espessa, com escamas. |
|
| Aves | Pomba | Pele seca, coberta por penas. Asas e regulação da temperatura corporal. | |
|
| Mammalia | Homem, cavalo | Glândulas mamálias, pele cobertas por pêlos. |
| Grupos / características | Condríctios | Osteíctios |
| Escamas | Placóides | Ciclóides e ctenóides |
| Nadadeira caudal | Heterocerca | Homocerca |
| Nadadeira Pélvica | Copuladoras | Não - copuladora |
| Opérculo | Ausente | Presente |
| Arcos branquiais | 5 a 7 pares | 4 pares |
| Prega espiral | Presente | Ausente |
| Cecos Pilóricos | Ausente | Presente: um o mais |
| Bexiga natatória | Ausente | Presente |
| Reprodução | Fecundação interna: Vivíparos, ovovivíparos e ovíparos | Fecundação externa: Ovíparos |
Fendas Faringeanas: Função respiratória e nutridora
Anfíbios
Justifique: “Animais de transição”
Pele desprotegida
Larva na água
Dependência da água na reprodução
Aspectos reprodutivos:
Ovulíparos ( na água)
Desenvolvimento externo e indireto
Dimorfismo sexual
Dióico
Paratóides: Glândulas de veneno
Reptilia
Justifique: “Os primeiros vertebrados verdadeiramente terrestres”
A pele tem uma camada de placas córneas de uma proteína impermeável ( queratina ) e é seca, desprovida de Glândulas
¨ Ovo com casca
¨ Há cópula
¨ Ácido úrico
Justificativa das cobras serem excelentes predadores:
¨ Faringe elástica
¨ Sem osso toráxico
¨ Musculatura desenvolvida
¨ Órgãos sensoriais desenvolvidos ( Focetas )
Aves
Três características essenciais para ser classificada como ave:
Pena
Bico
1° Par de membros transformados em asas.
Funções do bico:
Lacerador de carne
Captura de insetos
Peneirador de lama
Filtrador de água
Pescador
Quebrador de sementes
Sacos aéreos:
Armazenam ar
Diminuem a densidade do corpo da ave facilitando o vôo
Sistema digestivo:
Faringe, esôfago, Papo, Estômago mecânico, Estômago químico, pâncreas, Intestino, Cloaca.
Mamíferos
Anexos:
Garras, unhas, Cascos, Espinhos, Placas córneas, Cornos.
Novidades evolutivas:
» Útero
» Placenta
| Ordens: | Características: | Exemplos: |
| Insectívora | Mais primitivos | Topeira |
| Edentata | Desdentados | Tatu, tamanduá |
| Carnívora | Dentição: rasgar/ triturar | Cachorro, leão |
| Proboscídea | Tromba | Elefante |
| Quiróptera | Asas | morcegos |
| Cetácea | Mamíferos grandes aquáticos | Baleia, Boto |
| Pinipédia | Aquáticos, contrábios carnívoros | Foca, elefante marinho |
| Largomorfa | Crescimento constantes dos dentes, sem canino | Coelhos e lebres |
| Rodentia | Crescimento constantes dos dentes incisivos | Ratos |
| Artiodáctila | Mamíferos com casco. n° par de patas | Boi, camelo |
| Perissodactila | Mamíferos com casco. n° ímpar de patas | Cavalo, anta |
| Primata | 5 dedos, olhos no mesmo plano | homem |
Resumo:
| Classe | S. Respiratório | S. Circulatório | S. Excretor |
| Anfíbia | Braquial / Pulmonar | Tricavitário ( Dupla incompleta ) | Mesonefron / Uréia |
| Reptilia | Pulmonar ( seus alvéolos são muito subdivididos aumentando a eficiência ) | Tricavitário 2 aurículas 1 ventrículo 1 septo mediano ( Dupla incompleta ) | Metanefros/ Ácido Úrico |
| Aves | Pulmonar / Sacos aéreos | Dupla e completa | Metanefros |
| Mamíferos | Pulmonar | Dupla completa ( quatro cavidades ) | Metanefros / Uréia |
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